Torcedores da Coreia do Sul com bandeiras do país durante a Copa do Mundo de futebol de 2018

Sul-coreanos torcendo pela Coreia do Norte no futebol? Saiba o que é verdade nessa história

Por Luiz Vendramin Andreassa

“De novo 1966”. Com essa mensagem os jogadores italianos foram recebidos no estádio Daejeon. Era a partida das oitavas de final da Copa do Mundo de futebol de 2002 e os torcedores sul-coreanos, donos da casa, evocavam um trauma do passado para assustar o poderoso adversário. Afinal, 36 anos antes a Itália saiu derrotada de um Mundial pela Coreia, mas não a do Sul e, sim, a Coreia do Norte.

Para quem conhece a turbulenta relação entre os dois países, é estranho imaginar uma provocação que leve em conta uma vitória do outro lado, como se ambos fossem um só. Por improvável que possa parecer, esse episódio realmente aconteceu, e é uma pista de como o futebol, por vezes, passa por cima dos conflitos que têm marcado a história da península coreana há décadas.

Torcedores sul-coreanos formam as palavras "De novo 1966", em inglês, para lembrar a vitória da Coreia do Norte sobre a Itália na Copa do Mundo de 1966
Torcida da Coreia do Sul recebe a Itália com a mensagem “De novo 1966”, lembrando a vitória da Coreia do Norte sobre a Azzurra na Copa daquele ano. (créditos: reprodução/Twitter)

“Ainda existe uma maioria na Coreia esperando por uma unificação dos dois países. Eu acho que especialmente as gerações mais novas querem torcer para a Coreia do Norte e vê-los indo bem, pois os vêem como irmãos, e não inimigos”. É assim que o jornalista sul-coreano Jason Lee explicou, para o site alemão Deutsche Welle, o sentimento em relação ao vizinho. Naquele momento, acontecia a Copa do Mundo de 2010, a primeira – e até hoje única – da qual participaram as duas Coreias.

O caso de Lee não é exceção. Naquele mesmo ano, um evento reuniu sul-coreanos na capital Seul para torcer pela Coreia do Norte contra Portugal. Houve até gritos de “Uma Coreia” e bandeiras pedindo a unificação das nações. Há alguns anos, uma notícia deu conta de que, na Coreia do Sul, 70% das pessoas torceriam para a seleção norte-coreana em partida de futebol contra os Estados Unidos, aliados diplomáticos de longa data. Infelizmente, a matéria saiu do site do jornal The Straits Times, de Singapura, e não encontramos outras menções a ela até o momento.

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Manifestações parecidas aconteceram também no futebol feminino. Em 2013, a torcida presente no Estádio Sang-am de Seul se levantou para ouvir o hino da Coreia do Norte e chegou a comemorar um dos gols da vitória das visitantes. “Isso não aconteceria se fosse contra qualquer outro país, mas estranhamente eu quis torcer pela Coreia do Norte”, disse Moon Sang-soon, que assistiu à partida. “Vir para o lado sul e ouvir os aplausos dos compatriotas nos deu força”, comentou Ho Un-byol, atleta da equipe norte-coreana.

Como a Coreia do Norte é um dos países mais fechados do mundo, é difícil dizer se o apoio é recíproco. Porém, o governo do país informou que seus cidadãos estavam torcendo pela Diabos Vermelhos – como é conhecida a seleção do Sul – na Copa da África do Sul. A mídia estatal ainda parabenizou os rivais pela campanha, que terminou com derrota para o Paraguai nos pênaltis, nas oitavas de final.

Conhecendo o passado das duas Coreias e suas consequências no presente, fica fácil entender por que esses gestos de apoio são tão surpreendentes.

Um povo, duas guerras

A península onde hoje ficam as Coreias passou por inúmeras disputas ao longo dos séculos. No passado mais recente, mais especificamente em 1897 ela foi ocupada pelo Império Coreano da dinastia Joseon. Porém, essa fase acabou treze anos depois, quando o Império do Japão anexou o território aos seus domínios. Apesar de fruto de um acordo, essa anexação se deu de forma violenta, com ocupação e violência dos colonos japoneses contra a população local.

Só que esse período tampouco duraria muito tempo. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Península Coreana foi palco de batalhas entre americanos e soviéticos contra japoneses. Quando o Japão admitiu a derrota, em 1945, as duas potências ficaram com diferentes partes do território: o norte caiu sob domínio da URSS e o sul, dos Estados Unidos. A faixa que separava as duas partes ficou conhecida como Paralelo 38.

Avião dos Estados Unidos atacando uma ponte em 1952, durante a Guerra da Coreia
Avião norte-americano bombardeia ponte durante a Guerra da Coreia, em 1952. Os Estados Unidos apoiaram a parte do sul, enquanto União Soviética e China ficaram ao lado do norte. (créditos: WikiMedia Commons)

A ocupação das potências acabou em 1949, mas a divisão arbitrária estabelecida por elas teria consequências muito mais longas. Líderes de viés autoritário ascenderam ao poder em ambas as regiões. Kim Il-sung estabeleceu um regime de inspiração comunista no norte, enquanto o conservador e nacionalista Syngman Rhee adotou um governo alinhado aos americanos. As diferenças entre eles não demorou a dar origem a conflitos.

A Coreia do Norte, batizada de República Popular Democrática da Coreia, foi a primeira a invadir a vizinha, em 1950. Porém, a República da Coreia (ou do Sul), com o apoio dos Estados Unidos e da Organização das Nações Unidas, respondeu com força e quase tomou o controle de toda a península. A União Soviética, relutante em enfrentar os EUA, se conteve na ajuda ao seu aliado. A situação só mudou quando a China resolveu entrar na disputa e apoiar as forças do norte.

A Guerra da Coreia passou por diversas fases, com alternância de vantagem entre ambas as partes, e só acabou em 1953, com o saldo de mais de 3 milhões de mortos e um povo dividido, com muitas famílias separadas. “Acabou”, na verdade, não é um termo preciso, pois a assinatura da Trégua de Panmunjom não deu um fim oficial ao conflito, que em teoria se estende até hoje. A Zona Desmilitarizada, que cruza a linha imaginária do antigo Paralelo 38, faz a divisa entre os dois países.

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Caminhos muito diferentes

As duas Coreias passaram a fazer parte da disputa entre Estados Unidos e União Soviética durante a Guerra Fria e a representar a competição entre os sistemas político-econômicos que eles representavam, o capitalismo e o comunismo.

Na Coreia do Norte, Kim Il-sung criou um sistema que misturava o comunismo com monarquia, totalitarismo, militarização e uma forma de adoração ao grande líder – no caso, ele próprio – que pouco ou nada tem a ver com o que defendia Karl Marx. Com a dissolução da URSS, no fim de 1991, o país perdeu seu maior aliado e passou a sofrer ainda mais com os efeitos das sanções econômicas impostas pela ONU.

Já a Coreia do Sul, depois de períodos conturbados, marcados por ditaduras militares, começou a se desenvolver rapidamente a partir do fim da década de 1990. Com a união de democracia, estabilidade política e investimentos vultosos em educação e indústria  tecnológica, ela fez seu produto interno bruto disparar, assim como outros índices econômicos. Até hoje, a nação é apontada como caso de sucesso do capitalismo, por mais que o Estado tenha tido um papel preponderante nesse período.

A diferença econômica se reflete no PIB per capita, ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas por um país dividida pelo número de seus habitantes. Segundo o Banco Mundial, em 2018, esse número foi de 39,4 mil dólares na Coreia do Sul e de apenas 1,7 mil dólares na do norte – uma diferença de mais de 23 vezes. Para efeito de comparação, o PIB per capita do Brasil no mesmo ano esteve em torno de 14,5 mil dólares.

A política é outro ponto que separa as duas nações irmãs. A Coreia do Norte possui um dos regimes políticos mais autoritários do mundo, que não permite a propriedade privada e mantém eleições, imprensa e diversos aspectos da vida cotidiana sob controle do Estado. É um país extremamente fechado, de forma que pouco se sabe sobre o que acontece lá dentro. Isso dá origem a histórias e teorias bizarras sobre a adoração obrigatória ao líder supremo, as quais não é possível confirmar nem negar, justamente pela falta de acesso externo.

Estátuas de bronze gigantes de Kim Il-sung e seu filho Kim Jong-il são reverenciadas por pessoas em Pyongyang, capital da Coreia do Norte
Kim Il-sung e seu filho Kim Jong-il, representados pelas estátuas de bronze, são praticamente entidades religiosas na Coreia do Norte. (créditos: WikiMedia Commons)

O país do sul, por sua vez, é uma república presidencialista e uma democracia liberal, ao estilo dos Estados Unidos. Ao invés de se isolar, ele tem espalhado seus produtos e sua cultura pelo mundo. Nos últimos anos, o estilo musical K-pop, as séries de televisão e as telenovelas conquistaram milhões de admiradores – sem falar nos produtos de empresas como Samsung, Hyundai e LG.

Contudo, as próprias produções culturais têm apontado os problemas da sociedade sul-coreana, desnudando algumas de suas contradições. Por mais que a economia ostente alguns dos melhores índices do mundo, a pobreza, a desigualdade e a corrupção incomodam a população e têm causado crises políticas recentemente. O filme “Parasita”, uma das obras mais premiadas, expõe a situação de parte dos sul-coreanos, excluídos do mercado de consumo e obrigados a viver em locais precários.

Futebol: uma paixão em comum

O futebol é apreciado em ambas as Coreias e também reflete os caminhos que elas trilharam desde a divisão. No norte, os clubes geralmente são ligados a órgãos e instituições do Estado, como prefeituras e o Exército – algo que acontecia também na União Soviética. No sul, a K-League adotou um sistema de franquias, parecido com o dos Estados Unidos, e empresas controlam algumas delas, casos do Ulsan Hyundai e do Suwon Samsung Bluewings.

Leia: Como a URSS cooptou os clubes de Moscou para exaltar suas instituições

O confronto entre seleções é bastante desigual. A seleção masculina da Coreia do Sul tem ampla vantagem no retrospecto contra seus rivais, que venceram apenas uma partida em toda a história. O encontro mais importante se deu pela semifinal da Copa da Ásia de 1980, quando os Diabos Vermelhos venceram por 2 a 1, antes de perderem a decisão para o Kuwait, dono da casa. No futebol feminino, ocorre o inverso: a seleção norte-coreana, conhecida como Chollima, só perdeu uma vez para as sul-coreanas e chegou a aplicar uma goleada por 7 a 0, em 1990.

Um ponto em comum são as campanhas históricas em Copas do Mundo masculinas. A Coreia do Norte teve seu grande momento em 1966, na Inglaterra. Naquela ocasião, a equipe surpreendeu o planeta ao vencer a Itália na terceira partida da fase de grupos, garantindo sua classificação à segunda fase e a eliminação da então bicampeã mundial. Nas quartas de final – na época, não havia oitavas -, a glória quase se repetiu. Os norte-coreanos abriram 3 a 0 contra Portugal, mas Eusébio marcou quatro gols e comandou a virada para 5 a 3 (veja os gols no vídeo abaixo).

Em 2002, a Coreia do Sul, sede da Copa junto com o Japão, também chegou aonde poucos esperavam. A equipe de Park Ji–sung (aquele mesmo que jogou no Manchester United por anos) pegou a Itália logo nas oitavas de final, na partida em que a torcida fez referência a 1966. Mais uma vez, sobrou para a Azzurra: os italianos saíram na frente, desperdiçaram várias oportunidades e levaram o empate nos minutos finais. A disputa foi para a prorrogação e Ahn Jung-Hwan marcou de cabeça o gol de ouro. Ahn, que jogava no Perugia, da Itália, acabou tendo seu contrato rescindido pelo clube depois disso.

Na fase seguinte, foi a vez de enfrentar outro favorito, a Espanha. O roteiro acabou sendo parecido: indefinição no tempo regulamentar, mas desta vez decidido nos pênaltis, e muitas reclamações dos europeus sobre a arbitragem. Com aproveitamento perfeito nas cobranças, os sul-coreanos garantiram a classificação quando o goleiro Lee Woon-jae, muito adiantado, defendeu o chute de Joaquín. O feito só não foi ainda maior porque, nas semifinais, os Diabos Vermelhos perderam por 1 a 0 para a Alemanha.

O esporte que aproxima

O esporte já foi usado diversas vezes para tentar reconciliar os dois países. No começo da década de 1990, durante esforço de aproximação dos governos, uma equipe unificada disputou o Mundial Sub-20 em Portugal e chegou às oitavas de final, onde levou uma goleada do Brasil. Em 1991, a união se deu na disputa do Campeonato Mundial de Tênis de Mesa.

Iniciativas do tipo acabaram deixadas de lado nas décadas seguintes, enquanto as relações diplomáticas se deterioravam. A Coreia do Norte não abre mão de suas armas nucleares e constantemente faz testes que são percebidos como ameaças pelo vizinho. A tensão aumentou quando Kim Jong-un, neto do fundador Kim Il-sung, chegou ao poder em 2011, após a morte de seu pai, Kim Jong-il. Houve encontros e diálogos entre as nações, inclusive com a ajuda do presidente americano Donald Trump, mas que não bastaram para interromper as ameaças de lado a lado ou mesmo dar um fim oficial à guerra.

Durante esse breve período de conversas, o esporte novamente serviu para dar esperanças a quem sonha com um novo capítulo dessa história, com coreanos se unindo em equipes de diversas modalidades. A mais representativa foi a que disputou o hóquei no gelo femino nas Olimpíadas de Inverno de 2018, disputada em PyeongChang, na Coreia do Sul. Coreanas do norte e do sul desfilaram na abertura com uma bandeira da península, sob o nome de, simplesmente, Coreia.

O clima de conciliação que contaminou essas competições, porém, não chegou ao futebol. Apesar dos encontros frequentes nas eliminatórias asiáticas para a Copa do Mundo, as seleções masculinas ficaram quase trinta anos sem jogar dentro da Coreia do Norte. O país não aceita exibir a bandeira e reproduzir o hino do rival do sul e sediou as partidas com seu mando de campo em territórios neutros.

Quando o encontro finalmente voltou a acontecer em terras norte-coreanas, em 2019, na capital Pyongyang, não houve sinais de conciliação. O governo local proibiu a presença de torcedores e não permitiu que a partida fosse transmitida por qualquer rede de televisão. Segundo relatos dos jogadores do sul, seus adversários jogaram como se estivessem “travando uma guerra”. Para Heung-Min Son, maior destaque dos Diabos Vermelhos, foi uma “grande conquista” sair de campo sem se machucar. O “jogo fantasma” terminou em empate sem gols.

Outro episódio, de 2009, dá conta da atmosfera hostil que prevalece nessas partidas. Após a vitória da Coreia do Sul pelas eliminatórias da Copa de 2010, em Seul, a federação de futebol do norte acusou os adversários de servirem comida adulterada a seus jogadores. Segundo a declaração, a atitude era parte dos “movimentos de confrontação” do então presidente Lee Myung-bak.

Jogadoras de hóquei da seleção unificada da Coreia cumprimentam time japonês após derrota nas Olimpíadas de Inverno de 2018
Jogadoras das duas Coreias se uniram para disputar hóquei no gelo durante as Olimpíadas de Inverno de 2018. Desempenho não foi bom, mas a iniciativa teve grande simbolismo. (créditos: reprodução/Instagram)

Uma virada improvável

Park-Ji-sung é o jogador sul-coreano que mais teve sucesso no futebol de clubes. Como meia do Manchester United, ele conquistou treze títulos, sendo quatro do Campeonato Inglês e um da Liga dos Campeões da Europa. Ele também fez parte do elenco que chegou à semifinal da Copa do Mundo de 2002. Com esse currículo, não é estranho que seja ídolo em seu país; mas, em 2009, ele conquistou a admiração também dos norte-coreanos.

Park fez um dos gols da vitória dos Diabos Vermelhos sobre o Irã, pelas eliminatórias asiáticas para a Copa do Mundo do ano seguinte. O resultado facilitou a vida da Coreia do Norte, que só precisaria empatar contra a Arábia Saudita para conseguir a classificação. Na ocasião, os jogadores dos Chollima agradeceram publicamente o capitão sul-coreano, que chegou a vislumbrar uma aproximação entre as nações rivais.

“Eu vou assistir aos jogos da Coreia do Norte [na Copa de 2010]. As Coreias do Norte e do Sul falam a mesma língua e, na verdade, nós somos o mesmo povo. O futebol pode produzir algo mais do que o esperado e talvez nos aproximemos através da Copa. Eu torço para que o futebol possa fazer algo por nós”, disse Park. Porém, os norte-coreanos não tiveram sucesso no torneio – com três derrotas, eles ficaram em último no grupo C, o mesmo do Brasil – e os dois países não se aproximaram.

Jogadores de Brasil e Coreia do Norte entram em campo no estádio de Joanesburgo para jogar pela Copa do Mundo de 2010
Brasil enfrentou a Coreia do Norte na primeira fase da Copa do Mundo de 2010. Pouco inspirada, a Seleção venceu por 2 a 1. (créditos: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Quando aconteceram as reuniões entre os líderes das Coreias, em 2018, chegou-se a falar em uma candidatura conjunta para sediar a Copa do Mundo de 2030. Caso isso acontecesse, a união para participar da disputa seria, por si só, um fato histórico e uma demonstração da capacidade do futebol para transcender barreiras políticas. Mas as conversas não foram à frente e a possibilidade se desmanchou com o passar do tempo.

Outro especulação tratava de uma seleção unificada para participar de alguns torneios. Entretanto, os jogadores sul-coreanos se posicionaram contra a ideia. Na Coreia do Sul, o serviço militar é obrigatório, mesmo para os jogadores de futebol, e dura dois anos. Uma das poucas exceções é aberta para aqueles que defendem a equipe nacional, os quais precisam cumprir apenas três semanas de serviço, como fez Son em 2020. Com um time coreano unificado, sobrariam menos vagas na seleção e menores chances de evitar o alistamento.

Essa obrigatoriedade é levada muito a sério na Coreia do Sul justamente porque a Guerra da Coreia não teve um fim oficial e as hostilidades entre os países irmãos são constantes. Os sul-coreanos, assim como no norte, mantêm-se preparados para a possibilidade de conflito. E o futebol se entrelaça com a política, em mútua influência, como parte de uma relação que não parece perto de mudar.

Chung Eui-yong, chefe do Escritório de Segurança Nacional da Coreia do Sul, cumprimenta o presidente norte-coreano Kim Jong-un, em 2019
Chung Eui-yong, chefe do Escritório de Segurança Nacional da Coreia do Sul, cumprimenta o presidente norte-coreano Kim Jong-un, em 2019. Apesar das tentativas, não houve uma aproximação concreta. (créditos: WikiMedia Commons)

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